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As vozes. Uma cadeira.

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Clínica

19 peças na pauta.

  1. 01 Férias de julho: o que fazer quando o paciente some Meio do ano, consultório mais vazio. O que a pausa de julho revela sobre o vínculo terapêutico e como manejar clinicamente quem cogita interromper ou simplesmente desaparece.
  2. 02 O que o consultório encontra quando o território foi arrancado Atender refugiados e migrantes forçados exige do psicólogo brasileiro muito mais do que técnica: exige honestidade sobre os limites da clínica diante de uma ferida coletiva.
  3. 03 O que fazer quando o paciente desaparece e volta Há uma clínica do recomeço que vai além de retomar de onde parou. O retorno de quem sumiu é, em si, uma mensagem que precisa ser lida antes de qualquer interpretação.
  4. 04 Violência psicológica contra idosos: o abuso que não deixa marca Junho Violeta começa agora. O que a clínica vê (e o que ainda hesita em nomear) quando o paciente idoso senta na cadeira e conta sobre a família.
  5. 05 Quando o paciente chega com o diagnóstico do TikTok Como conduzir a primeira sessão quando o autodiagnóstico já vem com letra, capa e meme. Sem invalidar a busca por sentido, sem ratificar categoria diagnóstica de internet.
  6. 06 Quatro dias depois da Luta Antimanicomial O dia 18 de maio mobiliza o campo da saúde mental para o debate coletivo. O dia 22 é quando o movimento se assenta, e quando o consultório pode perguntar o que a reforma psiquiátrica ainda não resolveu na clínica.
  7. 07 Ser mãe e estar em análise: o que ninguém avisa A maternidade transforma não só a vida, transforma o processo terapêutico. Pacientes que são mães trazem ao consultório uma textura específica que merece mais atenção clínica do que costuma receber.
  8. 08 A última sessão de abril: o que fica entre o início e o maio que vem O fim de um mês e a véspera do outro têm uma qualidade liminar que o consultório conhece bem. O que fazer quando a sessão chega num momento de transição, e o paciente também.
  9. 09 Saúde mental dos povos indígenas: o que o consultório não alcança No Dia dos Povos Indígenas, vale examinar o que a psicologia clínica convencional não consegue oferecer, e o que pode aprender com outras formas de cuidado.
  10. 10 Atender pacientes autistas: o que o consultório precisa revisar No mês de conscientização sobre o autismo, vale perguntar o que a formação em psicologia clínica ainda não ensinou sobre atender pessoas autistas adultas, e o que o consultório precisa mudar para recebê-las.
  11. 11 O que muda na sessão quando o outono chega A virada de estação não é só meteorológica. Para muitos pacientes, a luz que diminui e o frescor que chega inaugurem um período interno com sua própria textura, que aparece no consultório antes de qualquer palavra.
  12. 12 Burnout no início do ano letivo: o que chega ao consultório Março é o mês em que o cansaço de quem trabalha com pessoas começa a aparecer nos consultórios. Psicólogos, professores, assistentes sociais, a clínica do cuidador esgotado tem especificidades que merecem atenção.
  13. 13 A sessão depois do Dia da Mulher Toda primeira sessão de março depois do dia 8 tem algo de particular. Não porque o terapeuta precisa pautar o tema, mas porque muitas pacientes chegam com ele, quer saibam ou não.
  14. 14 Quando o paciente chora e o terapeuta não sabe o que fazer O choro na sessão é um dos momentos mais delicados do trabalho clínico. Nem sempre pede interpretação, nem sempre pede silêncio. Como estar presente sem estragar.
  15. 15 Véspera de Carnaval no consultório: o que a folia revela A semana anterior ao Carnaval tem uma textura clínica peculiar. Pacientes que se animam, pacientes que temem, pacientes que simplesmente desaparecem. O que fazer com tudo isso?
  16. 16 O corpo fala quando a fala falha na sessão Há momentos em que o paciente interrompe, muda de assunto, olha para o lado, e nesses gestos diz mais do que em qualquer palavra. O desafio clínico é aprender a ouvir o que não foi dito.
  17. 17 Encerramento de tratamento: quando e como Encerrar bem é trabalho clínico distinto de iniciar bem. Notas práticas.
  18. 18 Quando o paciente quer parar antes do tempo Pedido de alta frequente em janeiro. Sinal clínico que merece escuta, não simples concessão nem simples retenção.
  19. 19 A primeira semana do consultório: gestão da volta dos pacientes Pacientes voltam do recesso com material novo. O que fazer com pedidos de aumento de frequência, com reagendamentos em cascata, com casos que pioraram no intervalo.